Barulho!
Barulho.
Barulho...
É o que vejo no turbilhão
do mundo em que vivemos
de infindáveis estrondos
e batalhas pitorescas.
Isso tudo faz um barulho
desarmônico e insuportável
E, no entanto, o que sinto,
o que ouço, o que vejo,
com toda extensão do meu corpo
não passa de enorme silêncio.
O silêncio que a vida faz
escorrendo e esvaziando-se
e reduzindo a pó
a ternura e a bondade
e veja: ao final não sobra nada.
Sinto o silêncio
nas obras barulhentas que o homem faz.
Confundo-me! Não consigo decifrar se o que as faz
É a chamada inteligência
ou a ignorância [completa].
Faltam-me os sentidos!
Olho mas não enxergo, escuto sem ouvir e toco e não sinto
Entro em choque! Este barulho acaba engolindo o homem
Tragando-o em sua imensidão
Silenciosamente desumana.
(Carolina)
domingo, 17 de janeiro de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário