domingo, 17 de janeiro de 2010

Simples fatos

Hoje acordei com essa
infindável vontade de escrever.
De lhe escrever.
Não porque lhe tenho afeto
ou outros sentimentos...
escrevo pelo encontro do brilho do sol
com a fresca brisa da manhã.
Esta, sim,uma bela história de amor.

(Carolina)

Nas grades de um amor

Parceria de Matheus Mesquita

Aqui estamos,
duas pessoas, abaladas.
Temos segredos...
Há algo em nós oculto.
Além do que supõe a imaginação.
Amarras e grades, mantém presa a liberdade.
Em penas perpétuas,
Temos rompido o coração, entre a verdade e o amor.

Internamente,
nosso mundo é só guerra
entre pessoas desconhecidas...
Pessoas do nosso inconsciente
trabalham por objetivos distintos.
Instintivamente, brigam por sua liberdade.
O que aconteceu fez estremecer
um equilíbrio anterior.

Pelo amor fazemos desatinos.
Aos extremos, só desejamos você.
Esperamos que nos aceite,
de forma contrária a que aceitou seu destino...
Infeliz, por culpa sua!

(Carolina e Matheus)

Estalo

Vou dedicar todo meu tempo a você. Toda minha infinita vontade de ocupar-me com a sua presença será saciada, com um simples estalar de dedos, e aí então seremos felizes. Como vou fazer isso, por enquanto prefiro guardar segredo... mas não se surpreenderá e até achará muito simples e visível. Seremos um. Apenas um e não mais eu e você. Esquecerá tudo o que viveu antes e eu também esquecerei, de quase tudo... Não posso me esquecer de como eu não te conheci à moda dos filmes de romance, das novelas. Não posso me esquecer de como nosso amor não foi à primeira vista, embora já me tenha chamado a atenção com os primeiros movimentos que estiveram ao alcance dos meus olhos. Tenho que me lembrar de como fui eu quem trabalhei duro para que houvesse o nós, e depois o um.
Perguntarás: Mas por que não saberei de nada, enquanto sabes de toda a nossa história?
Desembaraçadamente, estalo meus dedos e você sorri, um sorriso esquecido de tal conversa.

(Carolina)

Seu filho Pedro

à Aline, sua mãe

Tão doce tornou-se
o afeto pelo pequenino ser
que, mesmo sem nunca ter sido visto
despertou nela sentimentos desconhecidos

O garoto enchou os pensamentos
ocupou o tempo
e modificou o corpo da mãe.

Modificou planos e
sem se importar com nada,
colocou-se em primeiro plano.

Roupinhas, brinquedinhos
e presentes... tudo para o bebê.

Sua vinda está próxima!
Pedro vem ao mundo
e nós estamos a esperá-lo
Que linda é sua mãe
cujo amor deu-lhe coragem
para conceber um novo começo.

(Carolina)

Poema para alguém cujos olhos não são verdes

Na verdade isso não é nem um poema. "Para quê, se seus olhos não são verdes?" Fiquei a pensar o porquê de tal não-acontecimento, e percebi que Deus o fez assim para seu bem. Como são castanhos, não sofres ao expor-se ao sol, nem os irrita facilmente.Não sofrem a cobiça alheia, nem os assédios do orgulho.
Além disso, agradam muito os meus olhos, que também não são verdes. Ao vê-los, no espelho, tenho a deliciosa sensação de ter os seus olhos dentro dos meus olhos, e essa cumplicidade desperta-me um sentimento de tranquilidade e paz, profunda nostalgia e uma suave e delicada alegria.
Amo-os, com toda a sinceridade dos olhos castanhos. E por isso, só peço, por favor, uma coisa: não queira, jamais! Nem mesmo por um segundo, ter os olhos verdes e deixar os meus a sós.

(Carolina)

À flor da pele

Põe agora tua boca na minha

e salva-me deste suplício!

Noite após noite

perco-me na imensidão dos meus sentidos

tão ávidos por sentir tua pele.


Desejo mais estranho

e mais sincero

de tal forma me orgulho e me envergonho

e rio, e coro, e quase pairo

e quero ver-te logo e sempre.




Me recordo de um passado

que é quase um presente.




Ao encontrá-lo novamente

não desejo, apenas, tê-lo.

Quero, antes,

ser junto a ti

e para minha completa satisfação

aconchegada em teus braços,dizer-te:

Tua boca cubra-me de beijos.

(Carolina)

Adeus, Paris

E voltei, contigo
para belas épocas
no aconchego do teu abraço
ouvindo e imaginando estórias
vividas, revividas
cenário para novos enamorados.

Sem pensar em nada deixei-me levar
pelos canais de Veneza
pela praça de São Marcos
por vilarejos italianos
ao soar dos sinos das igrejas
pequenas igrejas
tão belos,
melodiosos...românticos.

Ti voglio tanto bene
tanto que não sei o quanto
e depois de chegadas
e partidas
vejo um último trem:
seu destino é Paris,
mas não embarcamos.
Juntos em Paris, eu disse...
tomada de emoção e lirismo
encantada por sua presença
magicamente encantadora.

Fora verdade, mas cá fico eu.

Não penso mais em ir à Cidade Luz.
Minha inconstância prostra-se pela distância
que me separa de ti.

Cada um, como de um lado da ferrovia
a qual não se ousa atravessar.
O tempo corre sobre seus trilhos.

(E no túnel de minhas recordações,
ficam gravadas todas essas imagens.)

(Carolina)